quarta-feira, 21 de junho de 2017

Alcântara Machado

Alcântara Machado (1901-1935) foi escritor brasileiro. Um dos mais importantes escritores do primeiro tempo modernista. O mundo do imigrante italiano e seus esforços de integração a São Paulo deram a Alcântara Machado, modernista de primeira hora, a temática e o estilo no qual ele escreveu seus contos. Alcântara Machado (1901-1935) nasceu em São Paulo, no dia 25 de maio de 1901. 

Formou-se em direito em 1924. Começou ainda estudante a trabalhar como jornalista. Após uma temporada na Europa, impregnou-se das idéias de vanguarda e assumiu ostensiva posição de combate pela renovação literária, ao lado de Oswald de Andrade. Uma viagem à Europa, em 1925, inspirou-lhe o livro de estréia literária, "Pathé Baby", publicado em 1926, com prefácio de Oswald de Andrade. Um ano depois, junto com Paulo Prado, fundou a revista Terra Roxa e Outras Terras. Em 1928, com a publicação do conto "Brás, Bexiga e Barra Funda", se tornaria lembrado como expoente do gênero. O segundo livro de contos, "Laranja da China", foi publicado em 1929. 

 Em 1929, uniu-se a Oswald de Andrade, para fundar a Revista de Antropofagia. Em 1931, com Mário de Andrade, dirigiu a Revista Hora. Pesquisador de História, escreveu alguns estudos, entre eles um sobre seu avó, Basílio Machado. São Paulo sempre esteve no centro de seus interesses, daí o nome de sua mais importante obra, "Brás, Bexiga e Barra Funda", nome de bairros onde se radicaram os imigrantes italianos. 

Em sua obra ele tece uma imagem crítica, e por vezes apaixonada desses europeus que aportaram em São Paulo. Alcântara Machado não conheceu grande sucesso em vida, mas foi valorizado por gerações posteriores. Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira, morreu em São Paulo, no dia 14 de abril de 1935. Obras de Alcântara Machado Pathé Baby, romance, 1926 Brás, Bexiga e Barra Funda, contos, 1928 Laranja da China, contos, 1929 Maria Maria, romance, 1936, póstuma Cavaquinho e Saxofone, ensaio, 1940,

Biografia retirada de e-biografias

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Adolfo Caminha

Adolfo Caminha (1867-1897) foi escritor brasileiro. Um dos principais representantes do naturalismo no Brasil. Sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes. Adolfo Caminha (1867-1897 nasceu em Aracati, no Ceará, no dia 29 de maio de 1867. Ainda na infância se muda com a família para o Rio de Janeiro.
Em 1883 ingressa na Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde se transfere para Fortaleza, onde é obrigado a dar baixa, depois de sequestrar a esposa de um alferes, com a qual passa a viver. Trabalha como guarda-marinha e começa a escrever. Em 1893 publica "A Normalista", romance em que relata a história chocante de um incesto, em que Maria do Carmo, a normalista, é seduzida por João da Mata, seu padrinho.
Vai para os Estados Unidos e, das observações da viagem, escreve "No País dos Ianques" (1894). No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever "Bom Crioulo", obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, "Tentação", em 1896. Adolfo Ferreira Caminha morreu no Rio de Janeiro, no dia 1 de janeiro de 1897. Obras de Adolfo Caminha Vôos Incertos, poesia, 1855-56 A Normalista, romance, 1892 Judith, conto, 1893 Lágrima de um Crente, conto, 1893 No País dos Ianques, crônica, 1894 Bom Crioulo, romance, 1895 Cartas Literárias, crítica, 1895 A Tentação, romance, 1896

Biografia retirada de e-biografias

sábado, 17 de junho de 2017

Agatha Christie

Agatha Christie (1890-1976) foi escritora inglesa. "Hercule Poirot" é um detetive belga que aparece em 33 obras da autora. Agatha foi a maior escritora policial de todos os tempos. Escreveu 93 livros e 17 peças teatrais. Agatha Christie (1890-1976) nasceu em Torquay, condado de Devonshiri, Inglaterra, no dia 15 de setembro de 1890. Filha do americano FredericK Miller e da inglesa Clara. 

De família rica, Agatha estudou em casa, com professores particulares, aprendeu piano e canto. Passava a maior parte do tempo escrevendo poemas e contos. Em 1914, casa-se com o piloto inglês Archibald Christie, de quem adota o sobrenome. Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve seu primeiro livro, "O Misterioso Caso de Styles", em que o detetive belga, Hercule Poirot, aparece pela primeira vez. O livro só foi publicado em 1920. Escreveu outros livros mas, foi em 1826, com "O Assassinato de Roger Ackroyd", que ficou famosa. 

Depois que seu marido revelou que queria se separar, Agatha desaparece e só é encontrada depois de 11 dias. Algumas pessoas afirmavam que o desaparecimento foi uma trama para vender mais livros. Em 1930, já divorciada, casa-se com o arqueólogo Max Mallowan e com ele viaja pelo Oriente, onde se inspira para escrever vários livros entre eles "Assassinato no Expresso do Oriente" (1934), "Morte na Mesopotânia" (1936), "Morte no Nilo" (1937) e "Aventura em Bagdá" (1951). Seu personagem mais constante, o detetive Hercule Poirot, aparece em 33 livros. 

Outro personagem conhecido é a curiosa Miss Marple, inspirada em sua avó. A peça "A Ratoeira" (1951) é a mais popular de Agatha Christie, encenada mais de 13 mil vezes na Inglaterra. Alguns de seus livros foram adaptados para o cinema, televisão e teatro. Agatha Mary Clarissa Miller, morreu de pneumonia, no dia 12 de janeiro de 1976.

Biografia retirada de e-biografias

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Adélia Prado

Adélia Prado (1936-) é uma escritora e poeta brasileira. Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura, com o livro "Coração Disparado", escrito em 1978. Mineira de Divinópolis, sua obra recria numa linguagem despojada e direta, a vida e as preocupações dos personagens do interior mineiro.
Adélia Prado (1936-) nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro. Filha de João do Prado Filho, ferroviário, e de Ana Clotilde Correa. Estudou no Grupo Escolar Padre Matias Lobato. Aos 14 anos, já escrevia seus primeiros versos. Ingressa na Escola Normal Mario Casassanta e em 1953 forma-se professora. Em 1955 começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Melo Viana Sobrinho. Em 1958 casa-se com o bancário José Assunção de Freitas, com quem tem cinco filhos. Ingressa na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e em 1973 forma-se em Filosofia. Publica seus primeiros poemas em jornais de Divinópolis e de Belo Horizonte.
Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro "A Lapinha de Jesus". Sua estreia individual só veio em 1975, quando remete para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com suas poesias, envia os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome "Bagagem", o livro de poemas chama atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1976 o livro é lançado no Rio de Janeiro, com a presença de importantes personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant'Anna, Clarice Lispectro, entre outros. Em 1978 escreve "O Coração Disparado", com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.
Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com "Solte os Cachorros" em 1979 e "Cacos para um Vitral" em 1980. Volta à poesia em 1981, com "Terra de Santa Cruz". Entre 1983 e 1988 exerce a função de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis. Publica "Componentes da Banda" em 1984. Em 1985, participa em Portugal de um programa de intercâmbio Cultural entre autores brasileiros e portugueses.
Em 1988 apresenta-se em Nova York na Semana Brasileira de Poesia, promovida pelo Comitê Internacional pela Poesia. Em 1993 volta para Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis. Em 1996 estreia no Teatro do SESI em Belo Horizonte, a peça "Duas horas da tarde no Brasil". Em 2000, em São Paulo, apresenta o monólogo "Dona de Casa". Em 2001, no SESI do Rio de Janeiro, apresenta um Sarau onde declama poesias do livro "Oráculos de maio". Entre outras obras publica, Quero minha mãe, em 2005; A duração do dia, em 2010 e Carmela vai à escola, em 2011.

sábado, 10 de junho de 2017

Adam de la Halle

Adam de la Halle (1237-1285) foi um trovador francês, também conhecido como Adam, o Corcunda. É considerado o precursor da comédia francesa. Nascido em Arras, revela habilidade com as palavras e os sons desde a juventude. Muda-se para Paris, onde aperfeiçoa seu talento em apresentações na corte francesa. Acompanha o rei Carlos I, duque de Anjou, em viagens à Sicília e a Nápoles.
Compõe rondós e motetes – forma introduzida pela Ars Antiqua que consiste na apresentação simultânea de mais de um texto em cena. Halle desvincula a música do caráter religioso, comum na época. Seu trabalho é tido como o início da Ars Nova, estilo criado por Philippe de Vitry e Guillaume de Machaut.
Faz dezenas de poemas e composições musicais polifônicas, como os 16 rondós a três vozes e os 18 jogos partidos. Entre seus textos teatrais conhecidos estão A História de Griseldis, considerada precursora das peças sérias sem a conotação religiosa da época, e o Jogo de Robin e Marion, comédia pastoral musicada tida como uma das primeiras operetas francesas.

Biografia retirada de e-biografias

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Juliette Adam

Juliette Lambert, conhecida pelo apelido de casada. Escritora e política francesa ligada à Maçonaria. Casou em segundas núpcias com o senador republicano E. Adam e teve um salão literário em Paris, em 1865. Republicana, fundou, em 1879, a revista La Nouvelle Revue, onde defendeu as suas ideias e onde se estrearam nas letras Paul Bourget, Daudet, Pierre Loti, Paul Veléry, entre outros. Em 1858 criticou Proudhon em «Idées antiproudhoniennes sur l'amour, la femme et le mariage». Escreveu novelas, sendo de destacar «Pagã» (no original Païenne) (1883) que escandalizou por falar em amor paixão. Atacou o poder temporal dos Papas e admirou Garibaldi. Escreveu também romances e livros de viagens. Viria a converter-se ao cristianismo, em 1905.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Selma Ottiliana Lovisa Lagerlöf


Escritora sueca, detentora do 1º Prémio Nobel da Literatura para uma mulher, nasceu em Marbacka. Antes deste prémio já a Universidade de Upsala a distinguira com o doutoramento honoris causa, em 1907. Em 1882 terminou o curso de educadora infantil e durante dez anos foi professora. O primeiro romance foi "Lenda de Gosta Berling", 1891 que teve o apoio da baronesa Sophie Aldesparre, livro transposto para o cinema mais tarde, tendo como protagonista Greta Garbo, também sueca. Em 1894 edita o segundo livro e conhece aquela que vai ser a sua amiga sentimental de toda uma vida - Sofia Elkan. O pai de Selma, militar reformado vendeu, devido a dívidas, a casa de família que mais tarde Selma conseguiu recuperar. O seu mais fabuloso sucesso editorial foi "A Viagem Maravilhosa de Nils Holgerssn pela Suécia", publicado, em 1906 e que foi traduzido em quase todas as línguas. Os seus textos escritos para crianças e jovens são maravilhosos e retratam a Suécia. No entanto Selma escreveu também "Lendas de Jerusalém", 1902 e "Lendas de Cristo", 1904.

Biografia retirada daqui

sábado, 6 de maio de 2017

Adélia Prado

Escritora e poeta mineira. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, freqüentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1936 em Divinópolis. Aos 14 anos, já escreve seus primeiros versos. Estuda com padres franciscanos e forma-se em filosofia. Entra para o magistério em seguida mas abandona o projeto de dar aulas depois de se casar e ter cinco filhos. No início dos anos 70, publica seus primeiros poemas em jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro A Lapinha de Jesus. Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1978 escreve O Coração Disparado, com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com Solte os Cachorros (1979) e Cacos para um Vitral (1980). Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz. Em seguida, publica Componentes da Banda (1984), O Pelicano (1987) e O Homem da Mão Seca (1994) . Seus dois últimos livros, lançados em 1999, são o romance Manuscrito de Felipa e o livro de poemas Oráculos de Maio.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sylvia Plath


Foram os últimos poemas escritos por Sylvia Plath. A 11 de Fevereiro de 1963, com 31 anos de idade, no seu apartamento de Londres, a poetisa punha termo á vida. Deixava dois filhos de tenra idade, um marido de quem estava a separar-se, um romance, A Campânula de Vidro, publicado apenas três semanas antes sob pseudónimo, um primeiro livro de poesia, The Colossus, de 1960, e vários textos inéditos. A recolha Ariel, organizada pelo viúvo, o poeta Ted Hughes, foi editada dois anos após a morte se Sylvia Plath, mostrando-a na maturidade do seu génio poético. Posteriormente vieram à luz duas outras colectâneas de poemas, Crossing the Water e Winter Tress (este inclui também a peça Three Women), além de um volume de correspondência organizada pela mãe, Letters Home, e de uma selecção de histórias, artigos e excertos de diário, Johnny Panic and the Bible of Dreams, também da responsabilidade de Ted Hughes. As circunstâncias da vida e da morte de Sylvia Plath criaram uma mitologia à sua volta que, mais do que esclarecer, tem contribuído para confundir as interpretações da sua obra. Uma coisa é certa: é uma obra forte, alheia a convenções, arrebatada e arrebatadora. Provavelmente de fundo autobiográfico, reflectindo uma ânsia de perfeição e verdade que a existência lhe negou. Na introdução à edição americana de Ariel, diz Robert Lowel: “tudo nestes poemas é pessoal, confessional, sentido, mas a maneira de sentir é alucinação controlada, a autobiografia de uma paixão. Esta poesia e esta vida não são uma carreira; dizem que a vida, mesmo quando disciplinada, simplesmente não vale a pena ser vivida”. Sylvia Plath nasceu em Boston, Massachusetts, de ascendência alemã e austríaca. Era uma menina dotada e ambiciosa, apoiada por um pai simultaneamente amado e odiado que morreu quando ela tinha oito anos. Na mãe, detestava o sentido da domesticidade. Adolescente, tem o privilégio de frequentar um estágio na Mademoiselle de Nova Iorque, que lhe inspira a matéria de A Campânula de Vidro (incluindo a tentativa de suicídio de heroína e o tratamento à base de choques eléctricos a que é submetida). Morre inacabada.

Informação retirada daqui

terça-feira, 2 de maio de 2017

Arundhaty Roy

Graças à atribuição do Booker Prize em 1998, Arundhaty Roy obteve a consagração literária aos 38 anos com a publicação de um primeiro romance que passou a constituir um macro fundamental na literatura indiana. Situado na região de Kerala, no sul do subcontinente, de onde a autora é oriunda, O Deus das Pequenas Coisas narra a saga de uma família hindu convertida ao cristianismo, cujos membros se dispersam pelo mundo para, no termo de três gerações, se reunirem na terra natal e aí fazerem o balanço das experiências vividas. Como numa metáfora da união-separação, o protagonismo é assumido por um par de gémeos, Esthappen e Rahel, irmão e irmã, o que fica e a que parte, a que volta e o que permaneceu, Oriente e Ocidente ou vice-versa – e o tema fulcral da narrativa, misteriosamente aberto até à última página, é a possibilidade – impossibilidade de reencontro entre mundos separados por uma violência que ultrapassa a carne. Para dizer esta tragédia, social, familiar e individual, A. Roy transpõe os limites do romanesco convencional, entra no território velado da poesia, socorre-se do poder mágico do mito. O resultado é um livro que não se parece com nenhum outro e lembra, vagamente todas as hipóteses de livro sobre épocas convulsas e bastardas. Arquitecta de formação, argumentista de cinema e televisão por ocupação, militante feminista e ecologista (lutou contra o armamento nuclear da Índia) por influência de uma mãe avançada demais para o lugar e a época, Arundhaty põe nesta obra a máxima sabedoria que é possível ter-se sobre o passado que nos prende e o presente que nos asfixia. Recentemente, publicou o ensaio Pelo Bem Comum (2001), onde contesta a construção de uma mega-barragem que, em nome do progresso, vai desalojar centenas de milhar de pessoas. Pertence à categoria de escritores para quem a literatura, sem abdicar de uma busca estética, se insere num vasto projecto ético. 

Informação retirada daqui
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